Padrinho Artístico – Os mitos da cena artística

Com o passar dos anos meu conceito sobre alguns assuntos pertinentes a cena artística nacional mudaram muito, minhas opiniões seguiram por um caminho que não era o mais belo porém concreto. O problema é que lidar com a verdade da vida quase sempre é sinônimo de dor, e acho que é por isso que certos mitos ainda persistem em nosso meio.

Gênio da Lâmpada, Pote de ouro no final do arco-íris e Padrinho Artístico são lendas criadas pelo imaginário popular com o intuito de semear um pouco de fé nos corações das pessoas para que elas não se angustiem tanto com a dura realidade que insiste em bater em nossa porta todos os dias.

Todo artista mais hora menos hora sempre topa com alguém com muitos contatos, que geralmente é um pouco mais velho e que se diz habilitado a levá-lo ao reconhecimento que você ou sua banda tanto merece. E mesmo que no fundo você sinta aquele frio no estômago pelo temor da provável ilusão (que na verdade não passa de uma ilusão de fato), a possibilidade de que todas as injustiças na sua carreira cheguem ao fim é tentadora. Por isso comparo o Padrinho Artístico com Gênio da Lâmpada e o Pote de ouro no final do arco-íris.

Na opinião geral, Padrinho Artístico é um profissional muito bem articulado que é meio produtor musical, meio empresário de bandas, meio descobridor de talentos que pode levar um anônimo ao topo das paradas de sucesso. Esse super-homem já existiu, na verdade tivemos alguns exemplares de pessoas que desempenharam estes papéis, um deles foi Leonard Chess, dono da Chess Records e que foi praticamente responsável por toda uma era do blues, o Blues Chicago. Leonard foi responsável pelo surgimento de Muddy Waters, Willie Dixon, Howlin’ Wolf, Etta James e mais um monte de gigantes da música. Será que nos dias de hoje existem pessoas capazes de fazer história como ele?

A geração do vinil alega que em sua época, tudo era muito mais difícil, desde comprar equipamentos, ter acesso a referências e até mesmo as viagens de uma turnê tinham que ser por terra, devido aos altos custos. Já a geração online alega que se tudo está disponível na rede vivemos hoje uma banalidade generalizada, coisa que dificultou em muito a inovação. O mundo mudou e a minha resposta a pergunta do parágrafo acima é não. Não teremos mais alguém como Leonard Chess!

Sim, você pode até encontrar um bom samaritano que mostrará os vídeos que você produziu( que foram pagos com o dinheiro do seu bolso em doze parcelas no cartão), das canções que você compôs e indicar para um show muito maneiro. Ou uma agência de eventos que verá seus vídeos e te incluirá no cast de artistas para que juntos consigam ganhar um pouco de reconhecimento financeiro, tudo na base da honestidade e como pode perceber em ambos os casos você já deve ter trilhado um tanto do caminho sozinho. Geralmente essas pessoas trabalham muito, tiram poucas férias e são muito ocupadas para jogar conversa fiada.

Então, quando aparecer alguém alegando ser a porta do sucesso em sua vida desconfie, é muito provável que este cara na verdade queira tirar proveito do que você já construiu sozinho, caso aceite a se submeter, rapidamente ele passará a tratá-lo como um saco de bosta. Essa é sim uma das maiores mazelas do mundo artístico atual, investir tempo procurando por atravessadores em vez de construir uma carreira edificada degrau por degrau.

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Ari Frello iniciou suas atividades no universo musical tiveram início primeiramente nos bastidores, como guitarrista, violonista, gaitista, cantor, compositor, arranjador e produtor musical em estúdios de gravação a partir de 2000, professor de música em 2002 e em 2008 deu início a sua carreira artística. Pouco tempo depois, suas apresentações já haviam se estendido por mais de 30 cidades pelo Brasil e Argentina. Sua carreira conta com três álbuns autorais, “PRA ONDE EU FOR”, “A SIMPLE MAN UNTIL THE END” e “NO CAMINHO”. Hoje, Ari Frello faz parte da nova geração de artistas do Brasil que têm sido referência de boa música. Atualmente está em temporada de divulgação do seu novo álbum Ari Frello One Man Band Take 01 com os clássicos interpretados por ele nos shows.

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